Capuchinhos
Sabedoria 11
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Sabedoria
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Meditação sobre o Êxodo
(11,1-19,21)1Fez prosperar as suas obras pelas mãos de um santo profeta. 2Atravessaram um deserto desabitado e montaram as suas tendas em lugares intransitáveis. 3Resistiram aos inimigos e repeliram os seus adversários. 4Tiveram sede e invocaram-te; deste-lhes, então, água de uma rocha dura, e numa dura pedra encontrou remédio a sua sede. 5Assim, isso mesmo que tinha servido de castigo aos seus inimigos tornou-se para eles benefício nas suas provações. 6Em lugar da água corrente do rio turvada de sangue e lama, 7em castigo pelo decreto infanticida, deste-lhes, inesperadamente, água abundante, 8depois de lhes teres mostrado, pela sede que então sofreram, como castigaste os inimigos. 9Quando, pois, foram provados, embora corrigidos com amor, compreenderam como deviam ter sofrido os ímpios, julgados com ira, 10pois a eles os provaste como pai que corrige, mas a estes os castigaste como rei severo que condena. 11Tanto quando estavam presentes como ausentes, foram igualmente atormentados, 12pois uma dupla pena os atingiu, gemendo com a lembrança dos males passados: 13quando compreenderam que o seu próprio castigo era um bem para os outros, reconheceram que era o Senhor; 14pois aquele que outrora tinham rejeitado, expondo-o, ao fim dos acontecimentos o admiraram, quando sentiram uma sede diferente da dos justos. 15Por causa dos pensamentos estúpidos, inspirados na sua maldade, que os extraviaram ao ponto de prestar culto a répteis irracionais e animais desprezíveis, enviaste-lhes, como castigo, uma multidão de animais irracionais, 16para que compreendessem que, conforme o pecado, assim é o castigo. 17Pois não teria sido difícil à tua mão poderosa, que criara o mundo de matéria informe, enviar contra eles uma multidão de ursos e leões ferozes 18ou animais de espécies novas, recém-criadas, ferocíssimos, que exalassem um sopro de fogo, que expelissem fumo intoxicante ou lançassem dos olhos relâmpagos terríveis, 19capazes não só de os exterminarem com as suas mordeduras, mas até de os fazerem morrer de terror, pelo seu aspeto repelente. 20Mas, mesmo sem isso, eles poderiam morrer com um sopro, perseguidos pela justiça e dispersos pelo teu sopro poderoso. Tu, porém, regulaste tudo com medida, número e peso. 21O teu grande poder está sempre ao teu serviço; quem poderá resistir à força do teu braço? 22Pois diante de ti, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra. 23Mas Tu tens compaixão de todos, pois tudo podes e desvias os olhos dos pecados dos homens, a fim de os levar à conversão. 24Tu amas tudo quanto existe e não detestas nada do que fizeste; pois, se odiasses alguma coisa, não a terias criado. 25E como subsistiria uma coisa, se Tu a não quisesses? Ou como se conservaria, se não tivesse sido chamada por ti? 26Mas Tu poupas a todos, porque todos são teus, ó Senhor, que amas a vida!